DESCOBERTA DE JAZIDA DE TUNGSTÊNIO NO LITORAL NORTE DO ESTADO É CONFIRMADO POR GEÓLOGO AMORIM

08/01/2014 09:35

A existência de tungstênio no Rio Grande do Norte não é novidade, o mineral fez riquezas nas regiões Seridó e Oeste do estado e também em parte do litoral potiguar a partir da primeira metade do século passado. Semana passada o vazamento de uma informação que até então era sigilosa revelou a descoberta de uma grande jazida de tungstênio no litoral norte potiguar, mais precisamente no litoral do município de Touros, localizado há 84 km de Natal. Segundo o geólogo Pedro Amorim a descoberta se deu por puro acaso em outubro do ano passado durante escavação para instalação de um poço em uma propriedade rural localizada próximo ao litoral daquela cidade.

 
O geólogo Amorim contou ao Gazeta do RN que ainda não tem autorização para revelar a localização exata da área nem tampouco o nome do proprietário. Para ele o mais importante da descoberta é a sinalização de que provavelmente deva existir várias jazidas submersas ao longo do litoral norte potiguar. "Não podemos ainda assegurar com certeza, mas tudo indica que pode haver imensa riqueza há poucos metros de profundidade ao longo da costa norte do nosso estado".
 
TUNGSTÊNIO
 
Pedro Amorim explicou que o tungstênio é um metal de cor branco cinza sob condições padrão e os seus minérios mais importantes são a volframita e a scheelita. O elemento livre é notável pela sua robustez, especialmente pelo fato de possuir o mais alto ponto de fusão de todos os metais e o segundo mais alto entre todos os elementos, a seguir ao carbono. Também notável é a sua alta densidade, 19,3 vezes maior do que a da água, comparável às do urânio e ouro, e muito mais alta (cerca de 1,7 vezes) que a do chumbo. O tungstênio com pequenas quantidades de impurezas é frequentemente frágil e duro, tornando-o difícil de trabalhar. Contudo, o tungstênio muito puro é mais dútil, e pode ser cortado com uma serra de metais.
 
A forma elementar não combinada é usada sobretudo em aplicações eletrônicas. As muitas ligas de tungstênio têm numerosas aplicações, destacando-se os filamentos de lâmpadas incandescentes, tubos de raios X (como filamento e como alvo), e superligas. A dureza e elevada densidade do tungstênio tornam-no útil em aplicações militares como projéteis penetrantes. Os compostos de tungstênio são geralmente usados industrialmente como catalisadores. 
 
O tungstênio é o único metal da terceira série de transição que se sabe ocorrer em biomoléculas, usadas por algumas espécies de bactérias. É o elemento mais pesado que se sabe ser usado por seres vivos. Porém, o tungstênio interfere com os metabolismos do molibdênio e do cobre, e é algo tóxico para a vida animal. Para Amorim a notícia deve ser encarada com cautela, mas acha que o RN tem motivos para comemorar.